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Mulher entra em estado vegetativo após cirurgia para retirar pedra na vesícula.

Publicada em: 31/01/2026 09:57 -

A família da servidora pública Camila Miranda Wanderley Nogueira de Menezes, de 38 anos, denuncia uma possível negligência médica ocorrida durante uma cirurgia considerada de baixo risco, realizada no Hospital Esperança, no bairro da Ilha do Leite, área central do Recife. O procedimento, que envolvia a correção de uma hérnia e a retirada de cálculos na vesícula, aconteceu em 27 de agosto de 2025.

Segundo os familiares, Camila estava em boas condições de saúde ao dar entrada no hospital. No entanto, ainda durante a cirurgia, ela teria apresentado apneia, caracterizada pela interrupção involuntária da respiração. De acordo com a defesa da família, os sinais de agravamento já apareciam nos monitores da sala cirúrgica, mas não houve a intervenção necessária naquele momento.

Em entrevista, o advogado Paulo Maia afirmou que a falta de ação imediata contribuiu para a evolução do quadro, resultando em uma parada cardiorrespiratória. A situação só teria sido percebida cerca de meia hora após os primeiros sinais, e a paciente levou aproximadamente 15 minutos para ser reanimada. A demora, segundo ele, comprometeu de forma grave a oxigenação do cérebro.

Cinco meses após o procedimento, Camila permanece internada, sob cuidados intensivos, em estado vegetativo, dependente de assistência permanente. A condição impactou profundamente a rotina e a estrutura emocional da família.

Casada com o médico Paulo Nogueira Menezes, Camila é mãe de dois filhos, uma criança de dois anos e outra de seis. A família reside em Arcoverde, no Sertão de Pernambuco, mas desde a cirurgia ela segue internada no Recife. Para os parentes, a situação representa não apenas uma perda emocional, mas também um forte impacto financeiro.

Ainda segundo o advogado, em dezembro de 2025 foi protocolada uma denúncia no Conselho Regional de Medicina de Pernambuco (Cremepe) contra as três médicas que integravam a equipe cirúrgica, solicitando o afastamento e a possível cassação dos registros profissionais por suposta negligência. O Cremepe informou que o caso tramita sob sigilo processual, conforme prevê o Código de Processo Ético-Profissional.

 

Além do processo ético, a família também pretende ingressar com uma ação criminal na Justiça, entendendo que houve crime contra a vida. O Hospital Esperança foi procurado para comentar o caso, mas não se manifestou até a última atualização.

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